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Testosterona aumenta o risco de infarto?

Em homens com hipogonadismo e risco cardiovascular elevado, a reposição transdérmica estudada não foi inferior ao placebo para eventos cardiovasculares maiores. Isso não demonstra proteção cardíaca nem segurança universal e não se aplica à terapia da menopausa ou ao uso suprafisiológico.

Faz parte do guia Testosterona e hipogonadismo

Testosterona aumenta o risco de infarto?
Capa do artigo Testosterona aumenta o risco de infarto?

Em resumo

  • TRAVERSE estudou gel de testosterona em homens com hipogonadismo e risco cardiovascular elevado
  • Não inferioridade para eventos cardiovasculares maiores não demonstra proteção cardíaca ou segurança universal
  • Reposição de testosterona exige seleção clínica e acompanhamento de benefícios e efeitos adversos

O que o TRAVERSE realmente comparou?


O TRAVERSE, publicado em 2023, foi um ensaio randomizado, duplo-cego, com 5.246 homens de 45 a 80 anos. Eles tinham sintomas de hipogonadismo, duas dosagens baixas de testosterona e doença cardiovascular prévia ou risco aumentado. O estudo comparou gel de testosterona com placebo, com tratamento médio de 21,7 meses e acompanhamento médio de 33 meses.


O desfecho composto — morte cardiovascular, infarto não fatal ou AVC não fatal — ocorreu em 7,0% no grupo testosterona e 7,3% no placebo. Esses números reúnem os três eventos; não são taxas isoladas de infarto.


O mesmo estudo observou maior incidência de fibrilação atrial, lesão renal aguda e embolia pulmonar no grupo testosterona. Esses sinais precisam acompanhar a leitura do resultado principal e a discussão de risco individual.


Isso significa que a testosterona protege o coração?


Não. O estudo atingiu o critério de não inferioridade para o desfecho principal: afastou um aumento de risco acima da margem predefinida. Isso não significa risco idêntico, pois aumentos menores não são excluídos, nem comprova proteção cardiovascular. Também não responde o que acontece após décadas de uso.


Para quem essa conclusão não vale?


  • Uso de doses suprafisiológicas ou combinações de anabolizantes para estética ou desempenho.
  • Terapia hormonal da menopausa, que envolve outras populações e tratamentos; veja tratamentos para fogachos no climatério.
  • Qualquer outra via, formulação ou pessoa, como se os resultados do gel nessa população garantissem a mesma segurança.

O estudo avaliou homens selecionados e acompanhados. Reposição indicada para hipogonadismo e uso de hormônio sem diagnóstico são situações diferentes.


Como levar essa dúvida à consulta?


A diretriz da Endocrine Society para terapia com testosterona recomenda combinar sintomas com níveis consistentemente baixos e investigar a causa antes de discutir tratamento. Histórico cardiovascular, hematócrito elevado e apneia obstrutiva grave sem tratamento, entre outras condições, podem mudar a decisão.


Leve a indicação da reposição, prescrições, exames anteriores, histórico de infarto, AVC ou trombose e sintomas atuais. O acompanhamento deve avaliar resposta e efeitos adversos; um exame normal não garante segurança individual.


Para organizar a investigação, leia quando investigar testosterona baixa e consulte a biblioteca de biomarcadores. Esses materiais ajudam a conversar sobre o contexto; não escolhem tratamento por conta própria.


Conteúdo educativo não substitui consulta. Uma notícia sobre o TRAVERSE, isoladamente, não determina iniciar, interromper ou mudar uma prescrição.

Perguntas Frequentes

Os percentuais do TRAVERSE calculam o meu risco pessoal?

Não. São resultados de grupos selecionados, durante um acompanhamento definido. Seu risco depende da história clínica, das condições atuais e da exposição ao tratamento; esses percentuais não funcionam como uma calculadora individual.

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Use esta sequência para organizar o risco antes de qualquer conclusão pessoal: comece pela resposta curta e aprofunde a leitura hormonal.

Aviso: O TRAVERSE ajuda a interpretar risco em população estudada; ele não carimba segurança individual. Monitoramento e contexto clínico continuam obrigatórios.

Aviso importante: Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.

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